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sexta-feira, 1 de julho de 2011

flip 2011 - Michele Petit - Dominique Gauzin Muller - Marie Ange Bordas


A escrita e o território

Este será o tema da primeira mesa da FLIP 2011 que pretende debater com a comunidade questões locais. Para promover o debate foram convidadas uma antropóloga, uma arquiteta e uma artista plástica.

Michele Petit


Antropóloga francesa, autora do livro "A arte de ler" que conta várias histórias sobre grupos de leitura em regiões de conflito, principalmente na América Latina. Um desses casos é sobre bibliotecários da Comuna 13, um conjunto de bairros pobres de Medellín, que mesmo sob o fogo cruzado entre guerrilheiros e paramilitares, encontravam na biblioteca e nas atividades promovidas pelos funcionários, um refúgio para a brutalidade da rotina. Segundo a autora, mais importante que a interpretação do texto é o encontro através do livro, que passa a ser um catalizador para discussões em grupo sobre questões pessoais ou coletivas.

Dominique Gauzin Muller


Arquiteta, autora e jornalista francesa, vivendo em Stuttgart (Alemanha) há 25 anos é especialista na área da construção sustentável. É apaixonada pela construção em madeira  e pela arquitetura ecológica, interessada nas relações entre arquitetura e sociedade e apresenta trabalhos sobre moradias econômicas em recursos naturais, em matérias primas e em energia.

Marie Ange Bordas



Artista plástica, jornalista e fotógrafa gaúcha, aborda temas sociais através da arte, juntando seu "faro" jornalístico investigativo à demanda poética e estética. Realiza workshops, cria instalações e exposições utilizando som, fotografia e vídeo para promover projetos participativos multidisciplinares com crianças e jovens refugiados ao redor do mundo.


Ano passado lançou, pela Companhia das Letrinhas, o 1º livro da série "Histórias da Cazumbinha" em parceria com Meire Cazumba e as crianças do quilombo Rio das Rãs, no sertão baiano. Este ano seu projeto é produzir, junto com jovens fotógrafos etíopes, um livro infantil em amárico, língua oficial da Etiópia.

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terça-feira, 21 de junho de 2011

FLIP 2011 - Miguel Nicolelis / Luis Felipe Pondé




"O humano além do humano"

A manipulação da natureza, pela ciência, para a emancipação do homem não acaba, entretanto, com as angústias e a precariedade essencial do ser humano. 
Este é o dilema a ser debatido entre o cientista Miguel Nicolelis e o filósofo Luis Felipe Pondé dia 07/07 às 19:30na mesa intitulada "o humano além do humano".


Miguel Nicolelis, nasceu em São Paulo em 1961 é médico neurocientista, professor titular de neurobiologia e engenharia biomédica do Centro de Neuroengenharia da Duke University. É hoje o cientista brasileiro mais importante com sua pesquisa sobre a fusão entre homens e máquinas, uma esperança para tetraplégicos e pacientes de Parkinson. Seu trabalho com próteses neurais integra a lista das "10 tecnologias que vão mudar o mundo" segundo o Massachussets Institute of Technology.





Luiz Felipe Pondé nasceu no Recife em 1959. É filósofo, doutor pela USP e pela Université de Paris VIII, pós doutor pela Universidade de Tel Aviv. Professor de ciência da religião na PUC-SP e de filosofia na FAAP, colunista da Folha de São Paulo e autor de diversos livros:
"O Homem Insuficiente" (2001)
"Crítica e profecia: filosofia da religião em Dostoiévski" (2003)
"Contra um mundo melhor" (2010)
e estará lançando na FLIP deste ano o livro:
"Para entender o catolicismo hoje" (2011)

Em um texto escrito por Pondé para a revista Serafina da Folha de São Paulo, ele escreve sobre a vida e a morte. "Estamos todos condenados a gargalhada da morte. A diferença é quem ri de volta para ela, dançando, ou quem chora de medo. Por isso Nietzsche dizia que o que move a vida da maioria é o ressentimento diante da gargalhada da morte que nos humilha."
"Aristóteles já dizia que o terror trágico (a desmedida, o desespero, a morte) que toma conta dos heróis nas tragédias gregas, nos contamina e nos enlouquece de paixão por eles. Mas por que? SIMPLESMENTE PORQUE ELES NÃO PARECEM TER MEDO COMO NÓS."






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